Menopausa é doença?

O que é menopausa?
 
A menopausa não é uma doença. É apenas uma das etapas da vida de uma mulher. Diz-se que uma mulher entra na menopausa quando seus ovários param de funcionar. Ou seja, não há mais produção dos hormônios estrógeno e progesterona, liberados pelos ovários no organismo feminino.

Não existe idade predeterminada para a menopausa. Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos. No entanto, em muitas mulheres, pode ocorrer a partir dos 40 anos.

A principal característica da menopausa é a parada das menstruações.
Em alguns casos, a menopausa se anuncia por irregularidades menstruais, menstruações mais escassas, hemorragias, menstruações mais ou menos frequentes.

São também sintomas da menopausa ondas de calor, suores noturnos, insônia, menor desejo sexual, irritabilidade, depressão, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual e diminuição da atenção e memória.

 
Reposição hormonal
 
A polêmica
Quando a menopausa se aproxima, muitas mulheres buscam na medicina saídas para retardar o envelhecimento e contornar os inconvenientes que a maturidade traz ao organismo feminino. Nas últimas décadas, a chamada terapia hormonal converteu-se em uma alternativa de tratamento que afirmava garantir o vigor da juventude para esta etapa da vida. Pílulas, cremes e até adesivos de reposição de hormônios femininos eram indicados por médicos que adotavam essa prática como um tratamento seguro e eficaz para o problema.

Tudo isso sofreu um abalo em 2002, com a divulgação de um estudo rigoroso sobre os males da reposição hormonal. A pesquisa provou que comprimidos à base de estrogênio e progesterona usados continuamente por mais de cinco anos elevam as chances de doenças graves em mulheres que fazem o tratamento.

As advertências são preocupantes: um aumento de 26% no risco de se contrair câncer de mama, mais 29% de chances de se adquirir problemas cardíacos e 41% de probabilidade extra de derrames.

O mais importante é que a indicação de uso da terapia de reposição hormonal deve ser individualizada, de acordo com as necessidades de cada paciente, já que os riscos e os benefícios não são os mesmos para todas as mulheres. Para minimizar os problemas, é necessário acompanhamento médico dos efeitos adversos. Por isso é preciso ter sempre em mente: mulheres que fazem uso da reposição hormonal devem rotineiramente fazer consultas de reavaliação com seus médicos e nunca tomar medicamentos por conta própria.

Enviado por comunicacao em ter, 01/09/2009 - 16:33.